‘Melhores professores de inglês não são britânicos nem americanos’, diz linguista

Para David Graddol, o ideal é que o docente fale a mesma língua do aluno. Especialista diz que o ensino do idioma no Brasil tem décadas de atraso.

Fernanda Calgaro Do G1, em São Paulo

Fonte para texto original: G1 – Educação

Para David Graddol, melhores professores de inglês não são necessariamente os nativos

Ao contrário do senso comum, o melhor professor de idiomas não é o nativo, mas aquele que fala também a mesma língua do aluno. A vantagem desse profissional está na capacidade de interpretar significados no idioma do próprio estudante. Com a hegemonia ameaçada no caso do inglês, professores americanos e britânicos devem reavaliar a maneira como ensinam o idioma.

As conclusões fazem parte de duas pesquisas desenvolvidas pelo lingüista britânico David Graddol, 56 anos, a pedido do British Council, órgão do governo do Reino Unido voltado para questões educacionais.

No Brasil para participar de seminários sobre língua estrangeira, ele avalia que o ensino do inglês nas escolas brasileiras está muitas décadas atrasado em relação a outras nações e sugere que o país aproveite os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo para tentar correr atrás do prejuízo.

Durante 25 anos, Graddol foi professor da renomada UK Open University e atualmente é diretor da The English Company e editor da Equinox Publishing. Ele prepara um terceiro estudo, este focado mais na Índia, que será publicado até o final do ano. Leia abaixo os principais trechos da entrevista concedida ao G1.

G1 – Qual o perfil ideal de um professor de idiomas?

David Graddol - O melhor professor é aquele que fala a língua materna de quem está aprendendo o idioma. Também é preciso ser altamente capacitado e ter um ótimo domínio do idioma, claro.

Muitas pessoas ainda pensam que os melhores professores são os nativos. Minha opinião é que elas estão erradas”

G1 – O sr. considera então que os professores nativos estão perdendo terreno para outros que falam também a língua do aluno?

Graddol - Sim e não. O que acontece é que, usando uma metáfora, o bolo geral está crescendo, porque atualmente há cerca de 2 bilhões de pessoas aprendendo inglês ao redor do mundo. O fato de o Reino Unidos e os EUA estarem perdendo essa fatia de mercado é enganoso, porque a participação deles também está crescendo. No entanto, o bolo está crescendo mais e mais rápido. Em muitos países, há reminiscências românticas acerca do ensino de inglês. Muitas pessoas ainda pensam que os melhores professores são os nativos. Elas pagam inclusive a mais por isso. No entanto, minha opinião é que estão erradas. O que deve ser mudada é a maneira como o inglês é ensinado.

G1 – Como assim?

Graddol - O inglês passou a ser encarado como uma necessidade. Muitos países se relacionam e fazem negócios entre si por meio do inglês, sem que nenhum deles tenha o inglês como primeiro idioma. Em muitos lugares, o inglês deixou de ser ensinado como língua estrangeira, como na Cinha e Índia, onde o inglês passou a ser considerado uma habilidade básica. Nesses países, os estudantes começam a aprender o idioma já nos primeiros anos escolares. A ideia é que mais tarde, quando atingirem o ensino médio, passem a ter aulas de outras disciplinas por meio do inglês. Historicamente, falar uma língua estrangeira era sinal de status. Agora, o que acontece é que as pessoas estão genuinamente tentando universalizar o idioma.

G1 – O uso do inglês como “lingua franca” [quando um idioma é utilizado por pessoas que não tenham a mesma língua nativa] pode modificar o seu ensino?

Graddol - Há certas coisas que se tornaram comuns e que parecem uma nova variedade de inglês. E nós acabamos nos habituando a esse novo uso. São coisas simples, como a maneira em que as palavras são soletradas e todas as vogais, faladas. Muitas das vogais, nós, nativos da língua, substituiríamos por um único som. Essas peculiaridades, que não necessariamente devem ser consideradas erros, precisam ser levadas em conta no ensino desse inglês global.

G1- Como avalia o crescimento da demanda pelo ensino de inglês?

Graddol - O que está acontecendo é que, desde a década de 90, houve um aumento gradativo de pessoas aprendendo inglês e atualmente cerca de 2 bilhões de pessoas estudam o idioma. No entanto, nos próximos anos, a expectativa é que haja um declínio nessa demanda.

G1 – Como se explica essa previsão de declínio?

David Graddol defende que o Brasil aproveite as Olimpíadas e a Copa para ensinar inglês à população

Graddol - As pessoas que hoje estão no ensino fundamental e aprendendo o idioma chegarão ao ensino médio ou superior já sabendo inglês. Em muitos países da Europa, quando chegam nesse ponto, esses alunos começam a ter aulas de diferentes disciplinas em inglês. Então, deixam de ser estudantes de inglês e passam a ser usuários da língua. Eles não têm mais um professor de inglês, mas um professor de geografia, por exemplo, que dá aulas em inglês. Esse declínio não significa que menos pessoas estejam usando inglês, mas que o inglês, ensinado no ensino fundamental, começa a fazer parte da alfabetização básica.

G1 – Que idiomas podem representar uma ameaça ao inglês? Mandarim é um deles?

Graddol - O mandarim não é uma ameaça. Certamente que tem crescido em popularidade, mas faz parte de um pensamento antigo, quando se achava que uma língua cresceria à custa de outra. No entanto, ambas podem crescer juntas, assim como outros idiomas.

A internet tem uma diversidade de línguas, mas o inglês acaba então sendo mais comum nos fóruns on-line de discussão e em relatórios técnicos”

G1 – Qual o impacto da internet no uso do idioma?

Graddel - A internet é outro bolo que tem crescido cada vez mais rápido. E nela são usadas mais línguas do que antes. É um lugar que acolhe línguas menores. Meu nome é galês e, se fizer uma pesquisa no Google sobre mim na internet, aparecerão diversas páginas escritas em galês. Isso é surpreendente porque, de repente, percebemos que há um universo paralelo na internet. E o mesmo acontece com o catalão. E muitas vezes não tomamos conhecimento disso porque uma página num idioma não tem link para páginas em outro idioma. A internet tem uma diversidade de línguas, mas o inglês acaba então sendo mais comum nos fóruns on-line de discussão e em relatórios técnicos.

G1 – O ensino do inglês é bastante rentável para os países onde a língua é falada.

Graddol - Os ganhos com o aprendizado do inglês não vêm só dos cursos de inglês mas também dos estudantes internacionais que vão para as universidades nesses países para terem aulas em inglês. Então, esse é outro tipo de exportação que pode ser creditada ao inglês.


O Reino Unido passou a disputar alunos de inglês não só com competidores tradicionais, como os EUA, mas também com outros países da Europa


G1 – A crise global afetou em algum aspecto o ensino do inglês?

Graddel - A crise global foi positiva para o setor porque provocou a desvalorização da libra esterlina e deixou o Reino Unido mais atrativo. O que aconteceu é que o Reino Unido deixou de disputar esses alunos com competidores tradicionais, como os EUA, a Austrália e, em certa medida, a Nova Zelândia. Agora, estamos perdendo para universidades na Europa, que têm cursos de diversas áreas que são dados em inglês. Um aluno coreano, por exemplo, pode estudar direito na Alemanha e ter aulas em inglês, além de estar bem no centro da União Europeia e quem sabe até aprender um pouco de alemão. Para ele, o ganho acaba sendo maior.

G1 – O ensino do inglês deve começar nos primeiros anos escolares? As crianças obtêm resultados mais consistentes?

Graddol - Diversos aspectos devem ser considerados. É possível começar a estudar inglês mais tarde. No entanto, se esse início for com 11 anos de idade, por exemplo, o número de horas dedicadas ao idioma precisa ser mais intenso, com, no mínimo, cinco ou seis horas. E esse ensino tem que ser bastante eficiente, que contemple o desenvolvimento de diversas habilidades da língua.

G1- Existe então uma idade ideal para começar a aprender inglês?

Graddol - Não. Na verdade, há vantagens e desvantagens em quase todas as idades. Conheço adultos que, com meia hora de estudo, têm rendimento maior do que uma criança justamente por causa da sua experiência adquirida ao estudar idiomas. Há vários outros aspectos a serem levados em conta. Um é que é muito mais fácil criar, numa sala de aula, um ambiente que motive as crianças a aprenderem. Elas aprendem quase sem perceber. No entanto, o principal argumento talvez seja que, como nem todas as escolas conseguiriam destinar um dia da semana de uma turma de alunos de 11 anos para ensinar inglês, o melhor é começar cedo. Assim, é possível obter um progresso gradativo, que permita ao estudante chegar no ensino médio falando inglês.


No Brasil, o inglês é ainda visto como uma língua estrangeira


G1 – Como avalia a situação do Brasil em relação ao ensino e uso do inglês?

Graddol - No Brasil, o inglês é ainda visto como uma língua estrangeira. Em muitos outros países, as coisas avançaram muito rapidamente e não é mais visto como uma língua estrangeira. O Brasil parece estar muitas décadas atrás do resto do mundo em termos de inglês. O que está sendo feito aqui não é suficiente para produzir pessoas realmente fluentes em inglês. As escolas estão falhando ao ensinar inglês e isso é uma ótima noticia para o setor privado. As famílias que tiverem condição de bancar os estudos mandarão seus filhos para escolas de idiomas, o que gera a divisão social.

G1 – As Olimpíadas e a Copa do Mundo podem ser oportunidades para o Brasil correr atrás desse prejuízo?

Graddol - Certamente. Foi o que a China tentou fazer, usou as Olimpíadas como uma justificativa para implantar programas de melhoria de conhecimento de inglês para a população de Pequim. Foram estabelecidas metas. E é isso que o Brasil deveria fazer, porque, se não se estabelece metas, não se sabe onde quer chegar nem se você chegou lá.

G1 – E deu certo na China?

Graddol - Entre as metas estabelecidas na China, havia algumas em relação a policiais e taxistas, por exemplo. Mas devo dizer que não deram muito certo. Como alternativa, puseram uma maquininha dentro dos táxis que emitia a tarifa da corrida para facilitar a vida do turista. No caso do Brasil, o país deve ao menos tentar garantir que os funcionários de hotéis falem bem o inglês. E as metas precisam ser estabelecidas já, porque as mudanças levam tempo.

 

Posted in Artigos | Tagged , , , , | Leave a comment

Como pronunciar melhor em inglês?

Hey guys!!

Sem dúvida alguma, o que mais “preocupa” o falante brasileiro é a hora de falar inglês. As razões são diversas: insegurança, medo de não se fazer entender, confusão na gramática, possibilidade de pronunciar errado (e que entendam você errado), entre outros.

Por conta disso, decidi começar uma nova série aqui no blog que vai ajudar vocês a pronunciar corretamente, ou a pelo menos ter consciência de como reproduzir o som que você deseja. Para isso, usaremos a fonética.

E o que seria a fonética?

Fonte: Wikipedia

Em outras palavras, é uma forma cientifica e objetiva de entender a pronúncia e a partir desta consciência, aprender a pronunciar corretamente.

E como eu consigo aprender a usar a fonética a meu favor?

É simples, sabe aqueles símbolos engraçados que aparecem no dicionário quando procuramos por uma palavra? Aqueles símbolos fazem parte do alfabeto fonético(1) e tem como função ajudá-lo a “ler a pronuncia” correta de uma palavra.

Veja um exemplo da palavra phonetics no dicionário Cambridge online:

Cambridge Dictionaries Online

Observe que a palavra não pode ser lida como se escreve, pois assim leríamos “ponétics” e o correto é algo parecido com “founétics”

Por que é errado ler da forma como escrevo?

Porque você corre o sério perigo de não ser compreendido e mal interpretado. Segundo porque as letras formam a IMAGEM da palavra, ou seja, uma forma de você “ver” a palavra. Já os símbolos fonéticos formam a IMAGEM DO SOM da palavra, é como se, de alguma forma, pudéssemos fotografar o som e representar em símbolos. Infelizmente isto é impossível com a maioria dos sons que conhecemos, mas é possível com palavras isoladas.

E o que seria o alfabeto fonético?  

É a sequência de símbolos fonéticos usadas para representar o som de uma palavra. Em inglês temos 26 letras no alfabeto convencional e 44 símbolos no alfabeto fonético, o que significa que temos mais sons do que letras, assim sendo, é impossível atribuir um único som a cada letra.

Veja abaixo uma lista com os 44 sons da língua inglesa:

Clique para a página da BBC e ouça todos os sons!

Sou iniciante, devo me preocupar com fonética agora?  

Há muitos professores/cursos de idiomas que acreditam que o falante só deve se preocupar com a pronúncia quando estiverem num nível avançado, oferecendo inclusive cursos específicos de pronuncia para quem já acabou os ultimos niveis do curso regular. Eu respeito, mas discordo.

Acredito que o aluno deve aprender a pronunciar corretamente desde o nível mais básico de aprendizado, e já aprender a ler os símbolos fonéticos desde o livro 1 de forma a desenvolver um aprendizado consciente e evitar que erros de pronúncia se cristalizem, tornando-os mais dificeis de ser corrigidos, principalmente no que se refere a sons não-existentes na língua portuguesa como acontece com o -TH. Afinal, quem nunca foi corrigido ao dizer “thank you” ou “something”?

E como aprender?

O ideal é aprender os sons aos poucos. Primeiro as vogais, depois as consoantes. Para isso, alguns livros já trazem em suas lições atividades com simbolos fonéticos desde o nível mais iniciante, que é o caso da série New English File da Oxford.

Agora você já tem uma noção geral sobre fonética e símbolos fonéticos, o que já é o suficiente para irmos para nossa segunda parte: “como estão divididos os simbolos fonéticos e como entendê-los”, mas isso fica para o próximo post.

Espero que tenham gostado!

Dúvidas? Sugestões? Que tal mandar um comentário???

Posted in Pronuncia | Tagged , , , , | 5 Comments

Pense diferente! Think different!

Nossa homenagem a um dos homens mais importantes do século XX/XXI, não deixe de ver o vídeo e ler a tradução logo abaixo!


Here’s to the crazy ones.
Esta vai para os loucos.
The misfits. The rebels. The troublemakers.
Os desajustados. Os rebeldes. Os problemáticos.
The round pegs in the square holes.
Os peoes redondos nos buracos quadrados.
The ones who see things differently.
Aqueles que veem as coisas de forma diferente.
They’re not fond of rules.
Os que não são fãs de regras.
And they have no respect for the status quo.
E que não apresentam nenhum respeito pelo status quo.
You can quote them, disagree with them, glorify or vilify them.
Você pode cita-los, discordar deles, glorifica-los ou torna-los vilões.
About the only thing you can’t do is ignore them.
Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los.
Because they change things.
Porque eles mudam as coisas.
They push the human race forward.
Eles empurram a raça humana para frente.
And while some may see them as the crazy ones,
E enquanto alguns os vejam como os loucos,
we see genius.
nós os vemos como gênios.
Because the people who are crazy enough
Porque só as pessoas que são loucas o bastante
to think they can change the world…
para pensar que podem mudar o mundo…
are the ones who do.
são as que realmente mudam.

Posted in Geral | Tagged , , , | Leave a comment

Nada destrói um currículo como a expressão “inglês básico” – Revista Veja

por Renata Moraes

Fonte: Revista Veja Ed.2102  de 04/03/2009

Para ler esta matéria no site da própria Revista Veja, acesse o acervo digital aqui.

Na maioria das profissões, o domínio de um idioma estrangeiro sempre contou pontos no currículo. Antigamente, nas empresas, eram poucos os funcionários que dispunham dessa vantagem, e a eles recorriam os colegas quando precisavam traduzir uma palavra ou um texto. Esse mundo, evidentemente, ficou para trás. Falar outra língua, principalmente o inglês, tornou-se uma obrigação para quem pretende subir na vida. A novidade é que já não basta falar o idioma. A exigência nos bons empregos, agora, é que se tenha fluência ao usá-lo para conversar. Tropeçar nas palavras, gaguejar em busca da expressão correta, exibir um sotaque incompreensível – tudo isso faz parte de um tempo romântico em que era divertido falar “portunhol” com os argentinos e os americanos achavam pitoresco o esforço dos brasileiros para negociar no idioma de Shakespeare. A corrida em busca da fluência em outra língua pode ser medida pela quantidade de brasileiros que viajam para o exterior com o fim específico de estudá-la. Segundo dados da Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), associação que reúne as principais instituições que trabalham com cursos, estágios e intercâmbio em outros países, 120 000 brasileiros viajaram com esse objetivo em 2008, contra 86 000 em 2007 e 71 000 em 2006.

Diz o paulista Luiz Carnier, professor do MBA ministrado totalmente em inglês da Business School São Paulo: “Nos anos 70, para alguns cargos específicos, as empresas exigiam apenas comunicação por escrito em outros idiomas. Com o avanço da tecnologia, o ritmo dos negócios mudou e aumentou a exigência por fluência, pronúncia e conhecimento da cultura do interlocutor”. Fluência num idioma não significa dispor de um vocabulário imenso, como os nativos do país onde ele é falado. Significa dominar amplamente o vocabulário usado na profissão em que se trabalhaO mundo dos negócios, pela natureza globalizada dos mercados, é hoje o terreno onde fica mais evidente a exigência do domínio de idiomas. “Quando grandes volumes de dinheiro estão em jogo, o executivo precisa se comunicar adequadamente para garantir a precisão absoluta da negociação”, diz Augusto Carneiro, da firma carioca de recolocação profissional Zaitech Consulting.

Em outras profissões existe a mesma premência de falar outra língua com desembaraço. O dentista mineiro Rodrigo dos Santos, de 35 anos, passou o Carnaval com outras quinze pessoas num programa de imersão em inglês realizado pela escola de idiomas Celil num sítio no sul de Minas. Durante cinco dias, os participantes só puderam falar em inglês, até mesmo ao conversar com os familiares por telefone. Santos explica que buscou o curso de imersão para ampliar a clientela. “Tenho planos de atender em meu consultório, em Belo Horizonte, pacientes estrangeiros que fazem turismo de saúde no Brasil“, diz. Há duas semanas, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou que, a partir de março, todos os pilotos brasileiros que realizam voos para o exterior apresentem certificado que comprove capacidade de comunicação operacional em inglês.

A primeira pergunta que surge a quem se impõe o desafio de falar outro idioma fluentemente é: será preciso passar um tempo no exterior? Não necessariamente. Um bom começo é identificar as estratégias que funcionam melhor para cada tipo de pessoa. Diz a linguista Neide Maia Gonzalez, da Universidade de São Paulo: “Algumas pessoas têm mais facilidade em apreender informações visualmente. Outras, por meio dos sons. Há as que se dão bem com técnicas de memorização. Cada um deve descobrir com quais técnicas se afina melhor e assumir o controle de seu aprendizado”. Os vínculos afetivos que existem – ou se desenvolvem – com a cultura do país onde o idioma é falado podem contribuir para sua assimilação. Ouvir músicas americanas lendo as respectivas letras e assistir aos filmes de Hollywood tentando associar as vozes com as legendas são técnicas muito usadas para que o aprendizado não seja um esforço entediante. Também unindo o útil ao agradável, há diversos cursos que combinam o estudo do idioma – principalmente italiano, espanhol e francês – à prática da gastronomia.

A paulista Marília Ramos, administradora de empresas de 26 anos, ilustra os benefícios de transformar o estudo numa forma de entretenimento. Sem nunca ter morado no exterior, ela conquistou uma base sólida em inglês e espanhol com cursos de idiomas e muita dedicação nas horas livres. “Para mim é um grande prazer estudar idiomas, então sempre que posso leio em outra língua e vejo filmes sem legendas”, ela conta. Marília trabalha no departamento de marketing de uma multinacional, prepara relatórios e faz apresentações em inglês e espanhol. Para quem gosta de despender várias horas diante do computador, a Internet está cheia de ferramentas de suporte para o aperfeiçoamento em idiomas. O gaúcho Felipe Hentz, de 33 anos, técnico em informática em Porto Alegre, conta que, além de tomar aulas particulares, ouvir rádios como a inglesa BBC e ler jornais estrangeiros foram recursos essenciais para sua fluência no inglês. “Na multinacional em que trabalhei até dois anos atrás, fui promovido para um departamento no qual fazia teleconferências com os executivos americanos da matriz”, ele relata. Depois de descobrir quais recursos são ideais para chegar à fluência num idioma, vem a fase crucial: praticar muito até se sentir à vontade para conversar naturalmente – e sem gaguejar.

Posted in Artigos | Tagged , , , | Leave a comment

Como dizer dividir/rachar a conta em inglês?

Hey people!

What’s up?

Sabe quanto vamos a um restaurante e chega a hora da conta?

Muitas vezes precisamos dividir a conta, e como oferecer isso ao seu colega em inglês?

Claro que não podemos traduzir ao pé da letra (never!!), nesse caso você pode usar a expressão to go halves.

I can’t let you pay for all that, why don’t we go halves?

Eu não posso deixar você pagar por tudo, porque não rachamos a conta?

Também podemos usar go halves para dividir contas domésticas:

You spend all day surfing in the web with the air-conditioned on… we need to go halves on the electricity bill.

Você passa o dia inteiro na internet com o ar-condicionado ligado, a precisamos rachar a conta de eletricidade.

Espero que tenham gostado e aprendido mais uma!!

See ya!!!

Posted in Como diz... | Tagged , , , , | 2 Comments

O que quer dizer “to be caught red-handed”?

To be caught red-handedé uma expressão metafórica usada quando alguém foi pego em flagrante ao cometer algum tipo de crime ou até mesmo algo que não deveria estar fazendo. A expressão enfatiza a existência de flagrante e/ou evidências.

Muito esperto para ser pego em flagrante.

Seria o correspondente em português a “ser pego com a mão na massa”.

If you don’t study, you shouldn’t cheat, but if you cheat, try not to be caught red-handed.

Se você não estudar, você não deve colar, mas se você colar, tente não ser pego em flagrante.

Outra possibilidade é usar o advérbio red-handedly:

 Although Andressa is on a diet, she was caught red-handedly eating an x-ton with milk shake.

Apesar de estar de dieta, Andressa foi pega em flagrante comendo um x-tonelada com milk shake.

 That’s it, people! Espero que tenham gostado!

Posted in Expressões Idiomáticas | Tagged , , , | Leave a comment

Qual o título original de “Se beber não case”?

Hi people!

Hoje temos mais um post para a categoria “títulos de filmes”. No primeiro post da categoria recebi vários comentários e sugestões, agradeço a todos que comentaram via email, facebook e por aqui mesmo e acatarei as sugestões assim que possível.

Para o segundo post da série, trouxe uma comédia e peço que observem o poster de divulgação daqui e o original:

De cara já dá para notar que não é tradução literal né?

The hangover significa A ressaca, que tem tudo a ver com o conteúdo do filme onde os amigos vão para uma despedida de solteiro e bebem todas.

I don’t remember drinking so much to wake up with such hangover.

Eu não lembro de ter bebido tanto para acordar com tamanha ressaca.

E como ficaria “Se beber não case” ao pé da letra?

Aí seria uma condicional “If you drink, don’t get married”.

Eu já prefiro outra condicional: “If you drink, don’t drive”

Espero que tenham curtido!

See ya!

 

Posted in Títulos de filmes | Tagged , , , | Leave a comment

Erro comum: sympathetic não é simpático

Dear students,

Mais um falso cognato para a nossa coleção  e dessa vez é um bem comum.

Sabe quando conhecemos alguém interessante, com boa conversa, amigável? Geralmente dizemos que ele é simpático, ok? E em inglês muitas vezes os alunos tentam usar sympathetic para dizer que alguém é simpático, isto porque a palavra sympathetic “lembra” a palavra simpático mas não é a mesma coisa.  Veja:

Sympathetic (adjetivo): compreensivo, solidário

Sympathy (substantivo): pena, compaixão, solidariedade

E como dizer simpático então?

Temos algumas sugestões:

nice, kind, likeable, charming, friendly…etc.

       The invitation to your party was a nice gesture.

O convite para a sua festa foi um gesto simpático.

He was an incredibly likeable boy all the evening.

Ele foi um rapaz incrivelmente simpático a noite inteira.

 E então, gostaram? Que tal compartilhar com aqueles que vocês sabem que precisam aprender um pouco mais de inglês? Clique no sinal de + embaixo do título e escolha a sua rede social favorita e divulgue!!

Posted in Erros Comuns | Tagged , , , , | Leave a comment

Como dizer “ter mais o que fazer” em inglês?

Hello students,

Sabe quando  alguém nos convida ou nos pede para fazer algo e não podemos ou porque estamos genuinamente ocupados ou porque aquela atividade não seja exatamente importante ou prioritário para nós? Em geral, dizemos que “temos mais o que fazer” e como sair dessa em inglês?

Aqui temos uma expressão que está longe de ser ao pé da letra. Dizemos  “I have other fish to fry”, que ao pé da letra significa “tenho outros peixes para fritar”. Veja exemplos:

Simone asked me to help her find a new dress,  I have other fish to fry.

Simone me pediu para ajuda-la a encontrar um vestido novo mas eu tenho mais o que fazer.

Outra variação é “I have a bigger fish to fry”:

- “Why he didn’t come to work?”
– “Well, I believe he had a bigger fish to fry.”

- “Porque ele não veio trabalhar?”

-”Bem, eu acho que ele teve algo mais importante para fazer”

Posted in Como diz... | Tagged , , , | Leave a comment

Diferença entre “Physician” e “Physicist”

Hi there.

Há um tempo atrás, um livro, originalmente chamado “The Physician” foi traduzido e lançado no Brasil com o título “O Físico”. Na ocasião, a referida tradução causou um alvoroço entre tradutores e conhecedores da língua inglesa, uns condenando aquilo que seria um erro e outros afirmando não haver problema algum. De acordo com o dicionário Collins COBUILD, “physician” significa médico e é considerado uma maneira ou formal ou antiga de se referir ao mesmo.

Por outro lado, “físico”, ou seja, a pessoa que estuda ou pesquisa Física é chamado de “physicist”.

Alguns defensores da tradução do título do livro como “O Físico” alegam que, na Idade Média, que serve de cenário para a história contada no livro, os médicos eram chamados de físicos, portanto não há erro.

Debates à parte, o fato é que todos os (bons) dicionários que consultei foram unânimes quanto ao significado das duas palavras:

Physician: is a doctor, especially one who treats illnesses or injuries using medicine rather than surgery. Physician is a formal or old-fashioned word.

Physician é um médico, especialmente aquele que trata doenças e ferimentos utilizando-se medicamentos ao invés de cirurgia. Physician é considerada uma palavra formal e/ou em desuso.

Physicist: is a person who studies physics or does research connected with physics.

Physicist é a pessoa que estuda física ou faz pesquisa ligada à física.

Então é isso.

Se gostou, comente e compartilhe!

See ya!

Posted in Erros Comuns, Vocabulário | Leave a comment